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Crise global não impede o crescimento do e-commerce

Os lojistas devem ficar atentos ao crescimento do comércio eletrônico no país. O e-commerce será a melhor alternativa para aumentar as vendas, diminuir os gastos e fugir da crise econômica. Segundo pesquisa da e-bit, o comércio eletrônico brasileiro ainda deve crescer entre 20% e 25% em 2009, atingindo a marca de R$ 10 bilhões. Apesar da crise financeira, o comércio eletrônico pela Internet no Brasil fechou o ano passado com um crescimento de 30%, faturando um total de R$8,2 bilhões. O Natal, novamente, foi o período mais lucrativo, registrando vendas de R$ 1,25 bilhão.

E se 2008 foi bom, a perspectiva do para 2009, apesar da crise, também tem sido positiva. O comércio pela internet deve alcançar a marca inédita de dois dígitos de bilhão de faturamento, crescendo nominalmente entre 20% e 25% em relação a 2008, alcançando, pelo menos, R$ 10 bilhões no final de 2009

As vendas por meio da internet devem garantir às principais redes de varejo um crescimento porcentual superior ao das lojas físicas em 2009, apesar dos percalços provocados pela crise internacional. De olho na tendência de crescimento do comércio eletrônico, as redes estabelecidas estão reestruturando suas operações online e novas entram em operação.

Empresas com capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo, como Ponto Frio (Globex) e Extra (do Grupo Pão de Açúcar),  além de outras, como Casas Bahia, Wal-Mart, Magazines Luiza  e Pernambucanas, tentam avançar sobre a líder absoluta do mercado, a B2W, que reúne os portais de venda Submarino e Americanas.com. Até setembro de 2008, a B2W respondia por mais da metade do faturamento do setor

Desde então, entraram no mercado eletrônico a rede varejista Wal-Mart, em outubro, e a Casas Bahia, em fevereiro. A título de comparação, nos Estados Unidos, a líder Amazon não tem 10% de market share.

Preços mais atrativos

Os concorrentes estão focando sua expansão no e-commerce em itens como linha branca, eletrodomésticos e eletrônicos. As empresas aproveitam negociações de compra para as lojas físicas para oferecer preços mais atrativos na tentativa de fidelizar clientes na internet. Segundo uma fonte do setor de comércio, a B2W oferece mais de 200 mil itens, enquanto outras lojas têm, em média, entre cinco mil e dez mil.

Enfrentando uma forte desaceleração nas vendas de suas lojas físicas, as operações online do Ponto Frio ganharam vigor após o processo de reestruturação, encerrado em agosto do ano passado. Entre as mudanças feitas pela nova equipe de executivos estão a alteração no layout do site, a otimização da base de clientes e estratégias segmentadas de marketing. As medidas serão analisadas pela concorrência já que a empresa comunicou, no final de março, a intenção de venda de seu controle.

Segundo o balanço financeiro da Globex, controladora do Ponto Frio, as vendas por meio da internet cresceram 36,8% no quarto trimestre de 2008, atingindo R$ 66 milhões. No ano, a receita bruta chegou a R$ 198 milhões, alta de 19,8% sobre 2007. As vendas em lojas com mais de um ano de funcionamento do Ponto Frio recuaram 4,5% no quarto trimestre. O market share da rede no comércio eletrônico é pouco inferior a 4%.

Já os negócios online do Magazine Luiza alcançaram 13% do total da receita. Em 2008, as vendas por meio da internet da companhia cresceram 56% sobre 2007 e atingiram um faturamento de R$ 411 milhões. O gerente geral de e-commerce do Magazine Luiza, Francisco Donato, destaca que foi desenvolvido um núcleo de compras para colocar no portal os produtos mais procurados, conforme o perfil dos consumidores. Para 2009, a companhia espera aumentar em 50% suas vendas online.


Novidades do varejo online

Em fevereiro deste ano, a Casas Bahia, estreou na internet. A expectativa da rede é de que o faturamento com as operações de comércio eletrônico atinjam cerca de R$ 280 milhões em seu primeiro ano de atividade, o que representaria algo próximo a 2% da receita total. Já para os próximos dez anos a rede quer movimentar 20% deste mercado.

Desde outubro do ano passado, o varejo online conta também com outro representante de peso, o Wal-Mart, maior varejista do mundo. Das grandes redes que atuam no Brasil, falta apenas a entrada do Carrefour, que diz desenvolver estudos para iniciar suas operações de comércio eletrônico. No entanto, a perspectiva do mercado é de que a empresa lance suas operações na internet apenas no próximo ano.

Em resposta ao acirramento do mercado, a B2W anunciou, durante teleconferência sobre o desempenho de 2008, que vai repassar aos clientes os ganhos de eficiência, previstos para ocorrerem em razão da unificação dos centros de distribuição, na forma de preços e promoções. Desde o agravamento da crise, a empresa desacelerou seu ritmo de crescimento. Nos nove primeiros meses do ano passado, a receita líquida teve uma evolução de 36,4% em relação ao mesmo período de 2007, passando a 16,4% na comparação para quarto trimestre.

Em comparação com os Estados Unidos, nota-se que o E-commerce no Brasil tem muito espaço ainda para crescer. Tanto para grandes, médias, pequenas e micro empresas quanto para profissionais liberais e autônomos.

Contribuem para o aquecimento do E-commerce:

  • as políticas de crédito e parcelamento que se intensificam nessa época do ano, em até 12 vezes no cartão, enquanto no varejo é de no máximo seis vezes;

  • as medidas de inclusão digital adotadas nos últimos quatro anos pelo governo federal, que colocou no mundo virtual cerca de seis milhões de pessoas da Classe C.

Como resultado, o Brasil já conta hoje com 50 milhões de internautas:
Quantidade de pessoas conectadas a Web no Brasil

Outra importante pesquisa acaba de ser divulgada pela consultoria Mercedes Sanchez Usabilidade e Pesquisa sobre os sites de comércio eletrônico e revela porque as páginas de produtos perdem vendas.

A pesquisa levantou os principais problemas presentes nas páginas de produto:

Informação relevante para o usuário não tem destaque – em primeiro plano, muitas vezes vem o que a empresa quer “empurrar” para o cliente: vendas casadas, venda de acessórios, de garantia estendida, etc. A descrição do produto, que é o mais importante para o usuário decidir a compra, fica em segundo plano.

Falta conquista – muitos sites focam apenas na ação final de comprar. Desconsideram que a compra é um processo, não conhecem ou desrespeitam a vontade do usuário, não sabem conquistar o cliente e perdem vendas.

Imagens que não ajudam a vender – a maior parte dos sites disponibiliza poucas imagens, muitas vezes pequenas e de baixa qualidade, que não mostram detalhes dos produtos. Como ninguém quer comprar um produto sem ver antes, o usuário vai procurar imagens melhores no site concorrente.

Letra difícil de ler – muitos sites ainda usam letra muito pequena, com pouco contraste (“cinzinha”), o que dificulta a leitura de informações essenciais para decidir a compra: características do produto, prazo de entrega, garantia e etc.;

Navegação não privilegia a compra – quando o usuário fica em dúvida e quer ver produtos similares, tem dificuldades. Filtros por marca, faixa de preço e características não existem, e os menus secundários desaparecem na página de produto.

Descaso na descrição do produto – a informação aparece incompleta, incorreta, com erros de ortografi­a e de digitação. Há uso excessivo de termos técnicos sem explicação e textos “marketeiros” em detrimento de textos informativos.

Cadê o botão de “Comprar?” – por incrível que pareça, em muitos sites não é fácil achar ou identificar o botão “Comprar”. Ele não tem destaque, fica abaixo da rolagem, e possui formato, ícone ou texto fora dos padrões da web.

Foram avaliadas as páginas de produto dos sites: Casas Bahia, Compra Fácil, Extra, Fnac, Gimba, Kalunga, Netshoes, Saraiva, Submarino, Polishop, Sack´s,  Wal-Mart e lojas da Claro, TIM  e Vivo.

 

“Esse evento é sensacional. Os players são de altíssimo nível, assim como a qualidade do conteúdo. Foi abordado a questão do e-commerce em todos os aspectos, desde as empresas que atuam com esse serviço, sua comunicação, o relacionamento, as ferramentas a serem utilizadas e questões jurídicas”
Reynaldo Augusto Biscáro, da Brinquedos IFA – outubro de 2008.

“Como palestrante tenho muito que agradecer a todos da Corpbusiness, pois, consegui fazer minha apresentação para um público selecionado, que são pessoas tomadores de decisões dentro da empresa”
Thiago Sarraf, Coordenador de Vendas do Shopping UOL – outubro de 2008.