Com mercado mundial em crise, diferenciar estratégias complementares de peças-chave é essencial
Apesar da crise de 2008 que atingiu todo o mundo, em especial as grandes potências do mercado, a classe média consumidora brasileira cresceu, o desemprego no país caiu e o PIB nacional aumentou 7,5% no ano passado. Como resultado, a economia do Brasil foi considerada forte e em pleno desenvolvimento. As instituições financeiras passaram, então, a olhar com outros olhos para o País, e, entre outras medidas, aumentaram a oferta de crédito às pessoas físicas e jurídicas.
O cenário econômico brasileiro pode até sugerir um clima de otimismo: o número de brasileiros que buscaram crédito em 2011 aumentou 7,5% em relação ao ano anterior, mostra o Indicador Serasa Esperian da Demanda do Consumidor por Crédito. O resultado, no entanto, mostra que houve uma desaceleração em comparação ao crescimento de 16,4% verificado em 2010, causada pelo alto nível das taxas de juros vistas até agosto, aumento do endividamento da população, inflação em alta, aumento da inadimplência e crise europeia. Já dezembro de 2011 mostrou avanço de 4,6% na procura por crédito ante novembro e recuo de 4,6% em relação a dezembro de 2010.
O destaque de 2011 ficou por conta dos consumidores de baixa renda. Entre os brasileiros com rendimento abaixo de R$ 500, a busca por crédito aumentou 20%. Na faixa dos que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000, a alta foi de 8,7%. O aumento expressivo foi verificado também entre os brasileiros com rendimento entre R$ 5.000 e R$ 10.000, de 10,5% em 2011.
Para 2012, a expectativa é de crescimento um pouco abaixo do verificado em 2011 por causa do aumento do nível de inadimplência visto no ano passado e pela incerteza do cenário externo. A crise internacional também deve frear o crescimento da demanda por crédito. Os dados indicam uma certa recuperação dos Estados Unidos e a Europa está um pouco melhor, assim como o Japão. Além disso, a China vem tentando dar estímulos ao crescimento. Do ponto de vista externo, parece que 2012 vai ser inverso a 2011, que começou bem e terminou ruim."
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